Este é o primeiro espaço para divulgação de informações da "Rede de Pesquisadores em Reservas Extrativistas". Esta é uma iniciativa de pesquisadores, porém aberta a outros profissionais. Temos como objetivos (i) criar um espaço para divulgação e troca de informações sobre Reservas Extrativistas, (ii) desenvolver pesquisas colaborativas para subsidiar políticas públicas para Reservas Extrativistas e o diálogo com o movimento social. Envie-nos um e-mail para seu registro na rede.
sábado, setembro 09, 2006
A LIFE SO RICH
Dear friends and colleagues,
This is my good friend Vanessa Annabel Schaffer Sequeira. I met Vanessa at the end of 2004 in Bangor , and up until a few weeks ago I shared a small wooden house with her in Brazil while I did my research there. We worked together in the Amazon, and we spent countless hours conversing on the varandas of various houses, and sitting on the edge of the river in the depths of the forest, under skies so full of stars it seemed like we had left the earth and were sitting in space.
We talked in depth about life, the environment, society, politics, love and just about everything else imaginable. Other times we would sit together in silence, smoke our cigarettes and mutually appreciate immersion in the sounds of the forest and the world around us, not having to say a word to each other, and always being aware of what the other was thinking, both of us just appreciating the joy of life, the silence, the peace and simply being alive. We became close friend, and developed a strong bond due to the similarities and the differences that we had. She was a beautiful woman full of conviction, dynamism, courage, a profound sense of social justice and a deep love of the environment and the people in it, and in short, she was one of the rarest, most inspirational and special women one could hope to meet.
I told her often that she was an enigma, because she was such a unique, beautiful and mysterious blend of all of the stuff of life; darkness and light, tranquillity and chaos, femininity and depth, and above all, an embodiment of altruism and a powerful force in the life of everyone who knew her.
On Sunday September 3rd, Vanessa was raped, strangled and beaten to death in a small agro-extractive reserve in the state of Acre, Brazil.
On Thursday we buried her in the cemetery of the tiny village of Sobrainho dos Gaios, a place which she had so often talked about, and which she had dreamed of returning to one day. The view over the golden hills and olive groves of Portugal is breathtaking.
The enormous crowd which turned out came from many parts of the world, and only the total absence of time to prepare and plan journies prevented so many more from coming. Despite this, the mobilisation of the many who did was an outstanding credit to her life, and a reminder of the effect she had in the lives of others. Memorial ideas are being talked about from Brazil to Bali , and from Nepal to Peru , and while she has returned home to the land she so dearly loved, countless people around the world are mourning the loss of a true friend and an exceptional human being.
Vanessa was indeed an enigma, had achieved so much, was an inspiration to so many, and had a life so worth celebrating that I wanted to let everybody know it.
When you read this, grasp that ball in your stomach and use it to compell you to pursue a greater justice in this world. Vanessa had devoted her life to it, and I for one will never cease to be inspired by that courage and dedication, or feel such pride to have known such an awesome woman.
Ness, you will always be with us, and your legacy will outlive any of us
sexta-feira, setembro 08, 2006
ERA UMA GUERREIRA
Um momento de partilha de dor – foi assim que anónimos, familiares e amigos deram o último adeus à investigadora portuguesa Vanessa Sequeira, assassinada no Brasil e sepultada ontem em Sobrainho dos Gaios, Proença-a-Nova.

LÍDA BARATA
repórter do jornal português Correio da Manhã
Além da dor comum, era também grande o sentimento de indignação pelo brutal homicídio. Cazuza, um investigador brasileiro com quem Vanessa Sequeira conviveu mais de perto no Brasil, nos últimos oito meses, salienta que defendiam “os mesmos valores e as mesmas causas sócio-ambientais, como melhorar as condições de vida das pessoas sem prejudicar a floresta”. Este era o grande objectivo do trabalho que a investigadora portuguesa estava a fazer no Acre, em Rio Branco, na Amazónia brasileira.
O crime – sobretudo pela forma como aconteceu – “foi um choque muito grande para todos no Acre, porque ela era uma pessoa com valores humanos muito fortes, um espírito altruísta muito forte, sacrificando muitos aspectos da sua vida pessoal pelo trabalho. Era uma verdadeira guerreira, não esmorecia com nada e não virava a cara à luta”, conta Cazuza.
“A sua forma de ser, alegre, espontânea, também cativou todas as pessoas, quer aquelas com quem trabalhava, quer as da comunidade junto de quem recolhia as informações para o seu trabalho. Esta notícia e a forma como tudo aconteceu deixou todos muito perplexos, mas todos se mobilizaram e reagiram, angariando cada vez mais gente para propagar os valores que Vanessa tinha e defendia.”
O investigador brasileiro recorda ainda que este ano, “o Dia da Amazónia, dia 5 de Setembro, não teve motivos para ser comemorado. A melhor homenagem que pode ser feita a Vanessa Sequeira é, realmente, continuar a difundir os seus valores”, reiterando que “ela era muito querida por todos, tanto que a população de Rio Branco realizou uma missa em seu sufrágio”.
Apesar de o momento ser mais propício ao “silêncio e oração” – como disse o padre que celebrou as exéquias – alguns amigos deixaram mensagens muito sentidas. Lee Dawson, um investigador que regressou há três semanas do Brasil – onde esteve com Vanessa Sequeira –, contou que a “amiga” lhe propôs um pacto antes de ele voltar: “Um dia vamos sentar-nos à beira-mar, com os nossos sonhos todos realizados.” E se os sonhos da jovem investigadora se desvaneceram, o maior do amigo é fazer uma escola para meninas de rua, à qual dará o nome da portuguesa, em sua homenagem.
Joana Borges Coutinho também enalteceu as qualidades da amiga: “A Vanessa era uma mulher forte, determinada, teimosa, alegre, amiga, misteriosa, correcta, inesquecível. Na vida como na morte, representou a essência do feminino e a ingratidão de se ser mulher.” Apesar de confessar que nenhuma das duas era particularmente religiosa, leu a Oração de São Francisco, palavras que costumavam dar alento à investigadora.
Na missa e no cortejo fúnebre, marcado pela dor e pesar, estiveram presentes familiares, muitos populares, o anterior e o actual presidente da Câmara Municipal de Proença-a-Nova, o presidente da Junta de Freguesia do Alvito, representantes dos Bombeiros Voluntários do Estoril, instituição da qual o pai é vice-presidente, e também alguns colegas de trabalho e amigos de Vanessa Sequeira.
SUSPEITO FOI PARA UM POÇO
Numa tentativa de apagar vestígios do crime, Raimundo Nonato Rocha Lima, acusado da morte de Vanessa Sequeira – violada e assassinada domingo no município de Sena Madureira, no estado brasileiro do Acre – ficou mais de uma hora dentro de um poço a tentar limpar o sangue da vítima.
A informação foi dada à Polícia pela mulher do suspeito. Raimundo Nonato – que na manhã do crime tinha bebido durante muito tempo e brigado com familiares antes de desaparecer por horas – estava descontrolado e cheio de sangue na roupa ao regressar a casa ao final da tarde . Terá comentado apenas: “Acabei de fazer uma grande bobagem.” Depois, enfiou-se vestido dentro de um poço no quintal da casa, onde esteve mais de uma hora.
Mesmo assim, não conseguiu tirar todo o sangue da roupa, tal a quantidade e a forma como se tinha impregnado.
DETALHES DO CRIME
PROVAS
Na segunda-feira, a Polícia encontrou as roupas do suspeito, já detido, com o sangue da investigadora portuguesa. Este dado e as amostras de sémen recolhidas no corpo, poderão constituir as principais provas de culpa, assim que estiverem concluídos os exames de ADN.
NEGA
Por enquanto, Raimundo continua a negar o crime. Umas vezes garante que não violou e matou Vanessa Sequeira, noutras diz que, se foi, não se lembra de nada. A Polícia do Acre não tem, no entanto, qualquer dúvida da sua culpa. Só espera os testes de ADN para formular a acusação.
DESPEDIDA
A Igreja de Sobrainho dos Gaios (Alvito), no concelho de Proença-a-Nova, foi pequena para acolher todos aqueles que ontem quiseram participar no último adeus à investigadora portuguesa, assassinada domingo, no Brasil.
Fonte: Blog do Altino
HASTA SIEMPRE NESI...

A Associação para a Conservação da Bacia Amazônica distribuiu uma mensagem em homenagem à pesquisadora portuguesa Vanessa Sequeira. Segue a nota:
"Vanessa Sequeira se integra à família de ACCA em 1999 como diretora em campo do Projeto Conservando Castanhais. É neste projeto onde ela assume grandes responsabilidades em torno da implementação de um programa de manejo sustentável da castanha como uma alternativa econômica e ecológica que permita assegurar a conservação da Amazônia peruana. Nesi, como carinhosamente a chamávamos, esteve presente no processo inicial do desenvolvimento institucional e gracias ao seu trabalho, se consolidam uma grande série de êxitos para a ACCA.
Desde sua chegada, Nesi (ou "La Inge", como também a chamavam nossos companheiros castanheiros) ganhou o carinho, a simpatia e o respeito de todos aqueles que tiveram a oportunidade de trabalhar com ela.
Lamentavelmente, no dia 3 de setembro, aos 36 anos de idade, Vanessa morre no Brasil, lugar onde realizava uma pesquisa para sua tese de doutorado para o Centro de Altos Estudos e Pesquisa de Agricultura Tropical da Costa Rica. O objetivo de sua pesquisa se concentrava em promover programas de manejo sustentado afim de ajudar às populações da região amazônica a cultivar suas terras sem necessidade de derrubar as florestas. Meta que marca tanto sua carreira professional e seu desenvolvimento pessoal.
O legado de Vanessa na conservação do Peru foi enorme. Ela assentou as bases para desenvolver o manejo dos castanhais, levando a ACCA a ser pioneia neste campo a nível mundial. Estamos profundamente agradecidos a ela pelos avanços que agora estamos apresentando. Ela permanece no coração de todos os castanheiros do Peru, do movimento ambientalista e de todos os que tivemos o privilégio de haver trabalhado junto com ela.
Nesi, nos deixa uma valiosa herança científica, professional e humana, cheia de sensibilidade e nobreza. Por tudo isso e muito mais, para a família da ACCA, ela estará sempre presente entre nós.
Para sempre Nesi..."
quinta-feira, setembro 07, 2006
In Loving Memory
Click here to learn about Vanessa research with the Rainforest Alliance
Katherine Pierront
Gerente Regional Sudamérica / South America Regional Manager
SmartWood Program / Rainforest Alliance
Morta na Amazónia
A investigadora portuguesa assassinada na Amazónia vai ser sepultada esta quinta-feira à tarde na terra do pai, Sobrainho dos Gaios, no concelho de Proença-a-Nova. O corpo chega esta madrugada a Lisboa vindo de São Paulo, Brasil. Vanessa Sequeira de 36 anos foi morta no Estado brasileiro do Acre no domingo passado. A investigadora estava na Amazónia a fazer trabalho de campo para o doutoramento.
Passou parte da infância no Brasil, esteve na Alemanha, nos Estados Unidos e brevemente ainda adolescente em Portugal, país onde já só regressava de férias.
Filha de pai português e mãe alemã, Vanessa Annabel Schäffer Sequeira viveu como se a natureza fosse a sua casa.
Estudou na Faculdade de Ambiente e Recursos Naturais da Universidade de Bangor no País de Gales, Reino Unido, onde fez o mestrado em modelos de gestão da floresta.
Fez pesquisas no Nordeste brasileiro, na Índia, no Peru, na Costa Rica e estava agora a fazer trabalho de campo no Acre para o doutoramento.
A tese que a levou à Amazónia brasileira e a contactar com as populações locais tinha a ver com a procura do equilíbrio entre a conservação da floresta e o bem-estar das famílias que ali vivem.
Os amigos recordam-na como corajosa e empenhada na conservação da natureza mas também na melhoria da qualidade de vida das pessoas. Em parte dividida entre acção concreta numa organização não governamental e a investigação científica.
A aventura pessoal e científica de Vanessa acabou no último domingo na zona rural de Sena Madureira, no Acre.
FONTE: Sapo.pt
06/09/06, 20:51 - Portugal
Crime no Brasil: Vanessa Sequeira é hoje sepultada
A investigadora portuguesa violada e assassinada no Brasil percorreu o Mundo, mas era numa pequena aldeia de Proença-a-Nova que se sentia em casa: passava férias em Sobrainho dos Gaios (Alvito da Beira) e era aqui que Vanessa Sequeira, de 36 anos, pensava viver no futuro, numa casa típica recuperada.
Ilda Soeiro, uma amiga da família, contou ontem, entre lágrimas, que os pais e a investigadora morta na Amazónia brasileira visitam muitas vezes a aldeia. “Sempre que podiam vinham cá. Os pais têm cá uma casa, que era dos avós paternos e compraram outra, que era dos meus pais, e também recuperaram. Como as outras irmãs não eram tão apegadas à terra como a Vanessa, ela dizia sempre que aquela casa ainda ia ser para ela.”
“Quando as pessoas estão doentes, ou morrem de acidente, já é uma dor muito grande, mas desta forma horrível é um choque muito grande. A gente regula-se por nós: eu tenho duas filhas e nem imagino o que seria se alguma coisa lhes acontecesse”, compara Ilda Soeiro.
A recordação de Vanessa Sequeira deixa todos com um sorriso nos lábios. “Ela vinha cá sempre que podia, adorava isto, passeava o cão, brincava com as pessoas, era uma rapariga impecável, uma pessoa muito simpática, tanto ela como os pais. A família é muito querida cá na terra”, diz.
Além de Sobrainho dos Gaios, terra natal do pai, Vanessa Sequeira, também costumava visitar a Quinta do Cerejal, em Sobreira Formosa. Mantinha aqui igual contacto com a natureza, pois “tinham sempre a preocupação de ir levar água e regar os sobreiros e as árvores”.
A investigadora estava na Amazónia brasileira a preparar uma tese de doutoramento sobre as populações que vivem da floresta amazónica e foi assassinada, domingo, por um agricultor, de 36 anos, que já se encontra detido.
ASSASSINO SUSPEITO DE MAIS MORTES
O corpo de Vanessa Sequeira foi autopsiado em Rio Branco, capital do Acre e trasladado para Lisboa, sendo hoje sepultado, no cemitério de Sobrainho dos Gaios, aldeia natal de seu pai. Estava previsto que o corpo chegasse hoje de manhã a Lisboa, depois de ter saído na madrugada de ontem de Rio Branco. Entretanto, ontem, em Rio Branco, o inspector José Barbosa de Moraes, da Delegacia Geral de Polícia do Acre, ordenou a reabertura de dois inquéritos por violação seguida de morte de jovens da região de Sena Madureira, que tinham sido arquivados sem indicação de culpados. Pelo modo de agir de Raimundo Nonato Rocha Lima, de 36 anos, já preso, considerado o autor da morte da portuguesa, a Polícia pensa que pode ter perpetrado também estes dois crimes, e um terceiro ocorrido na cidade de Boca do Acre, já no estado do Amazonas. Um dos crimes ocorreu em 1998, e a vítima foi uma deficiente de 22 anos, violada, torturada e morta. O outro caso aconteceu em 1999 e a vítima foi uma menina de 15 anos. O modo de agir foi semelhante.
FESTA ENSOMBRADA NA AMAZÓNIA
TRISTEZA
Vanessa Sequeira era uma pessoa muito alegre e sociável, granjeando a simpatia de todos os habitantes de Sobrainho dos Gaios, aldeia que visitava sempre que tinha disponibilidade. Por isso, a sua perda é muito sentida.
COLEGAS
A morte provocou grande consternação junto dos seus colegas investigadores que trabalham na maior floresta tropical do Mundo, também porque este crime ensombrou o Dia da Amazónia, assinalado a 5 de Setembro.
RELATÓRIO
O relatório da autópsia ao corpo da investigadora será divulgado nos próximos dias, mas o delegado da cidade de Sena Madureira, João Augusto Fernandes, diz que a causa da morte resultou de “várias pauladas” na cabeça.
Fonte: Correio da Manhã - Portugal, 07/09/06
quarta-feira, setembro 06, 2006
From Amy E. Duchelle
I am just back from the field to discover this shocking and devastating news about Vanessa. She and I had planned to spend this weekend together in Rio Branco to dance and laugh and just relax together from what has been a difficult few weeks of fieldwork for us both. Vanessa was one of my lights in Acre. It feels hard to move forward from this, feeling my own mortality and vulnerability like never before. In our last conversation just before she left for the field last week, she was dreaming about finishing her PhD and finding a mountain to meditate on. But knowing Vanessa, that meditation would only have lasted so long before she was back in the field fighting for what she believed in. When I first met her at a conference at the University of Florida, she had tears in her eyes when she talked about Ernesto Raez Luna mentioning the successes of ASCART, a group of Peruvian Brazil nut producers with whom she had worked for four years, in his presentation to an international audience of hundreds of people. In Acre, she considered the families in Reserva Riozinho dear friends. She stayed here for them, not for herself. I feel so lucky to have had Vanessa as a friend, and so terribly sad to feel the loss of her.
Big hugs to you all,
Amy E. Duchelle
Ph.D. Candidate
University of Florida
Note of a friend of Vanessa in Bolivia
Vanessa, we will put all our efforts and energy to continue your work. You will always be remembered by your friends at the Rainforest Alliance.
Katherine Pierront - SmartWood Program/Rainforest Alliance
Gerente Regional Sudamérica / South America Regional Manager
SmartWood Program / Rainforest Alliance
Santa Cruz, Bolivia
Note from a friend of Vanessa
There is a certain helplessness that one feels when confronted with what has happened with Vanessa. She worked with us at Rainforest Alliance for a short period - focused on non-timber forest products - her passion. We can only hope that her family and friends know how deeply we feel sorrow about this loss, and that many of us will continue to focus on the issues and concerns that she was working on. Un abrazo fuerte a todos en este momento tan triste.
Richard Donovan – Rainforest Alliance
Portuguese researcher killed in Brazilian rain forest
Published: September 5, 2006
RIO DE JANEIRO, Brazil
A Portuguese doctoral student researching sustainable development in the Amazon rain forest was found beaten to death in western Brazil, police said Tuesday.
Ex-convict Raimundo Nonato Rocha de Lima, 30, has been charged in the killing of Vanessa Schaffer Sequeira, 36, in the western Amazon state of Acre near Brazil's border with Peru, said Inspector Joao Augusto Fernandes.
Fernandes said police found Sequeira's body on Sunday near a creek outside the remote town of Sena Madureira, some 2,000 miles (3,200 kilometers) northwest of Rio de Janeiro, after friends reported her missing.
He said Sequeira had been badly beaten and forensic examiners were investigating whether she had been sexually assaulted.
Lima recently completed an 11-year prison sentence for homicide in the neighboring town of Boca do Acre, Fernandes said.
"She was in the wrong place at the wrong time," Fernandes said by telephone from Sena Madureira, home to about 40,000 people. "This town is usually very quiet. We haven't had a homicide in six months."
Sequeira was working on a doctorate for Costa Rica's Tropical Agricultural Research and Higher Education Center in conjunction with the University of Wales in the United Kingdom when she was killed. Her research centered on helping poor residents harvest the rain forest's bounty without logging.
"Her focus was to see how people could live in the forest without tearing everything down," said Nathalie Sequeira, the victim's sister, from Innsbruck, Austria. "She spent many years trying to get people to give value to their traditions and things that have worked for many years."
A number of high-profile environmental activists including union leader Chico Mendes and American nun Dorothy Stang have been killed in Brazil's Amazon because of their opposition to powerful logging and ranching interests.
But police said Sequeira's murder did not appear to be linked to any activism.
Source: International Herald Tribune
RELATO AO ITAMARATY
"Senhor Ministro,
Cumpro o dever de informar a Vossa Excelência o trágico e lamentável assassinato da estudante e pesquisadora alemã naturalizada portuguesa Vanessa Anabela Schaffer Sequeira, 36 anos, ocorrido na tarde do último domingo, dia 3 de setembro, no Projeto de Assentamento Joaquim de Matos, situado a 36 quilômetros do município de Sena Madureira - Acre.
Vanessa Anabela Schaffer estava no Acre desde janeiro de 2006, em trabalho de pesquisa para a sua tese de doutorado no Centro Tropical de Investigação e Ensino Agronômico da Costa Rica, em parceria com a Universidade Federal do Acre e, na tarde do dia 3 de setembro, foi vítima de uma brutal agressão por espancamento e asfixia que resultou em sua morte.
Tão logo a autoridade policial do Estado teve conhecimento do desaparecimento da pesquisadora, às 20 horas do dia 3 de setembro, saiu em diligência conjunta da Polícia Militar e da Polícia Civil para a localidade onde se deu o crime, diligência essa que resultou na prisão do suspeito Raimundo Nonato Rocha de Lima, vulgo ‘De Manaus’, ocorrida às 2 horas da manhã do dia 4 deste mês. Com o mesmo foram encontrados objetos que pertenciam à vítima (GPs e outros).
O corpo de Vanessa Anabela foi encontrado cerca de 200 metros fora do ramal (estrada de chão que dá acesso à comunidade) por onde ela haveria de passar em seu trabalho de pesquisa.
Todas as evidências reunidas não deixam dúvida de que Vanessa Anabela foi assassinada por Raimundo Nonato Rocha Lima, que se encontra preso no presídio Evaristo de Moraes, em Sena Madureira, local do crime, onde será julgado e condenado pelo crime praticado.
Quanto às providências relacionadas à vítima, informamos que o corpo está sendo trasladado ainda hoje (dia 5 de setembro de 2006) para São Paulo, de onde seguirá para Portugal para ser sepultado pela família.
Para maiores informações, laudos técnicos e periciais, providências gerais, coloco-me inteiramente à disposição através do telefone (68)........2828.
Atenciosamente,
Antonio Monteiro Neto
Secretário de Estado de Segurança Pública do Acre"
Fonte: Blog do Altino
Nota de um amigo de Vanessa
Com tristeza,
Foster Brown - Universidade Federal do Acre
terça-feira, setembro 05, 2006
Amiga de Vanessa na Costa Rica
Sou carioca, residente na Costa Rica e ex pesquisadora do CPAF Acre. Tive a
oportunidade de estar e conversar com a Vanessa em varias oportunidades, por
diferentes temas e razões. Um tema foi justamente, a escolha do local para o
seu trabalho de campo, visto que eu já tinha morado no Acre. Lembro também de outros vários momentos, na acadêmia, onde ela sempre ia para malhar e estar sempre tão em forma.
Triste saber que isso ocorre no nosso pais e mesmo estando longe, da
vergonha por este crime. Aquí todos estão chocados e como muitos já sabem, a
lembrança de uma Vanessa alegre, comprometida, inteligente e com vontade de
contribuir, e o que todos temos agora. Obrigado pelas suas palavras.
Sinceramente,
Chelsia Moraes F.
Community Base Natural Resource
Management Project Unit Officer (CBNRM-PUO)
San José, Costa Rica
web page: http://www.cuso.ca/
GUERRA SEM TRINCHEIRAS
Por Mary Alegretti em 05/09/2006
Fonte: Amazonia.org.br
O assassinato brutal de uma jovem pesquisadora na Amazônia aguça sentimentos de revolta e impotência. Ela não foi assassinada por conflitos de terra ou desavenças políticas. Ela foi morta mais por ser mulher, estar fora do contexto convencional, e ter encontrado em seu caminho um ser irracional e violento. De pouco adianta questionar autoridades; o indivíduo - em liberdade condicional e que certamente não deveria ter sido solto - já está detido e pouca diferença isso fará no final da história. Ao menos é o que parece.
Vanessa era jovem, 36 anos, portuguesa, já havia realizado pesquisas no Nordeste, na Índia, trabalhado no Peru, na Costa Rica e estava agora pesquisando no Acre. Decidira trabalhar em uma área ainda não estudada, o Projeto de Assentamento Riozinho. Como afirmou Christiane Ehringhaus, (http://reservasextrativistas.blogspot.com) ela tinha uma vida muito rica de experiências e aventuras e quase mudara de rumo antes de decidir retomar as pesquisas e ir para o Acre, como muitos outros pesquisadores vêm fazendo nos últimos anos.
Esse é o perfil de uma pessoa incomum, corajosa e de uma pesquisadora determinada. É o perfil da maioria dos membros da Rede de Pesquisadores em Reservas Extrativistas. Muitos de nós já passaram por situações de risco, encruzilhadas perigosas, oposição da família, dos filhos, dos amigos. No entanto insistimos em seguir o rumo desse caminho.
Que motivos são esses que levam pesquisadores a associar à curiosidade intelectual, a coragem, e deixar trilhas fáceis e já dominadas para ir para o desconhecido e o imponderável? Quantas vezes nos perguntamos - como traduzir o que nos move? É esse sentimento de descoberta, de estar em um lugar onde ninguém antes pesquisou, entrevistar pessoas que nunca conversaram sobre suas vidas e que se percebem falando coisas que nem sabiam que existiam dentro delas.
Somos como os esportistas que buscam a montanha mais alta e os mares mais revoltos; só que o que nos move é visitar a aldeia mais isolada, viajar por rios não navegados, encontrar pessoas não entrevistadas, conhecer culturas não descritas, escrever diários não registrados nas ciências sociais e naturais...
No fundo, porém, o que mais nos motiva - e acho que Vanessa também partilhava essa marca - é a identidade que criamos com as pessoas que pesquisamos e o envolvimento com o futuro que as espera.
Esse sentimento de compromisso com a mudança da realidade investigada é difícil de ser entendido para quem não o conhece. Parece que a Amazônia é um lugar que costuma deixar esse tipo de marca, de forma indelével, em nossas peles. E é uma marca intransferível que quando se instala em nós, não nos dá sossego, não nos deixa em paz, a não ser quando, cansados de lutar contra, deixamos que a coerência tome conta e não procuramos mais parecer igual aos outros, quando de fato não somos.
É esse laço invisível com a realidade que a gente estuda e desvenda, com as pessoas que nos ensinam sobre ela, e com o futuro que imaginamos poder transformar, que nos mobiliza.
A violência política sempre esteve no horizonte de referência de pesquisadores que trabalham em áreas de conflito e em seringais. Mesmo territórios já protegidos como reservas extrativistas e terras indígenas, estão constantemente ameaçados por interesses contrários. Também já presenciamos a violência entre iguais, causada por desentendimentos, ciúmes e brigas e aquela que afeta grupos vulneráveis, como as mulheres.
Mas a violência que acreditamos ser parte do universo urbano, aquela que os sociólogos relacionam com a desagregação familiar das grandes cidades, com o uso de drogas, com a rede de tráfico, essa ainda não cabia no universo da floresta. Para esse tipo de violência as pacíficas comunidades tradicionais não têm a menor proteção, como não teve Vanessa e não terá nenhum dos pesquisadores da nossa Rede Resex.
Vivemos uma saturação de violência em nosso país, uma gratuidade em relação à vida, que é verdadeiramente assombrante. Embora não declarada, é uma situação de guerra. Só que jornalistas, pesquisadores, quando vão cobrir ou estudar uma região em guerra, contam com a proteção da ONU ou do governo, ou de ONGs internacionais. Eles não vão de GPS, computador, caneta, caderno e máquina fotográfica.
Não ser uma pessoa convencional, não pesquisar temas banais, não estar nos lugares seguros que se espera que esteja, arriscar uma aventura pessoal e científica... ao invés de assegurar um espaço de reconhecimento do país e dos pares, acaba se transformando em um risco exclusivamente pessoal contra o qual não há nenhuma instituição a quem se possa recorrer.
Precisamos de um espaço institucional de proteção para que a vida possa continuar entre os que não estão em guerra. É uma medida urgente a ser cobrada do Estado brasileiro antes que a mata amazônica e suas pacíficas comunidades, sejam envolvidas por essa guerra sem trinheiras.
Letter from a Friend of Vanessa

Dear Colleagues,
Below is a letter from a friend from Acre, Cazuza, who is in Florida now to study English. Vanessa was a close friend of his. I had the painful task of telling him what had happened when he was having lunch with other friends.
Incapacity, impotence, sadness, lots of sadness. It is this mixture of sentiments that have taken hold of me this Monday afternoon, when I was struck with the news of the barbarism suffered by my friend, Vanessa Sequeira.
Vanessa, a young 36 year old researcher from Portugal, was brutally murdered while carrying out an important research project which would defend Amazonia and its people.
I met her in February of this year and since then have had a growing friendship with her, a friendship that the physical distance in which we found ourselves for two months was not sufficient to undermine. We seemed to have been connected for many years.
What drew me to her was her immense character, something that seems to me to be losing ground in our society to brutality, to the lack of awareness of life and even to a sense of banality in life.
Vanessa was one of those people with love for their neighbor, with solidarity and a preoccupation for society that should be a guide for all of us in this new millennium.
While a researcher, her primary concern was with the formation of social capital through her work. She always encouraged students and recent graduates to participate in her research, even though she was capable of conducting her research alone. She always sought to give to families in the communities that she visited knowledge that they were capable of improving their lives, even after the conclusion of her research. She always worked in a transparent manner, involving the community and overcoming the most diverse of obstacles that would have made most people desist from the task.
I find myself asking why someone with values such as these, with such motivation and energy to defend just causes such as Amazonia and its people had her life violently ended by such a brutal crime. For how long shall we hear of barbarisms such as this?
I don’t know if some day we will have answers to these kinds of tragedies, but I am certain that there will not be acts such as these that will cause in me the sentiments that I described in the beginning of these lines.
I have faith and conviction that I and many others, that are outraged with the lack of positive values in this millennium, that we will continue doing all that we can to ensure that we will never again be surprised with news such as this.
To you, reader, I ask that you do not lose your capacity for reaction and outrage with the injustices of life. To Vanessa, her family and friends, I wish you great light and that you can find peace in this moment. This is what I can offer while faced with this tremendous sadness.
Cazuza (Eduardo Amaral Borges)
Researcher and Extensionist at PESACRE-Rio Branco, Acre. In the picture above Cazuza and Vanessa are at the Park Chico Mendes in Rio Branco. Cazuza is now on his way to Lisboa to participate on Vanessa’s funeral tomorrow.
VANESSA: A Day in Amazonia
This Tuesday marks Amazon Day, a day for commemorating and celebrating the Amazon region and its people. But today also marks the day that the principal agencies are notifying Vanessa’s family of her death. There have already been many headlines of those killed: rural workers, environmental leaders, and now this year, 2 foreign researchers. When does it end? What can be done? It seems to me that everything is adrift, and the questions that should be raised are not only about immediate justice for the victim, because the criminal will be made a prisoner (and has already been apprehended as a suspect), but instead we need to look at the current crisis of humanity and the cheap value given to human life today in Amazonia and in the country as a whole.
We had several conversations via email before Vanessa left for Acre, and talked about where she was would develop her research in Acre. Vanessa initially wanted to develop her research in both the Chico Mendes Extractive Reserve and in a colonization project in Brasiléia, comparing these models of land-use. Upon her arrival in Acre, she resolved to explore other areas where research was badly needed and instead decided to work in the municipality of Sena Madureira, because it was an area in Acre where little research had been completed regarding the development of non-timber forest products. As a result, Vanessa was the first researcher to develop research on the Riozinho Settlement Project.
My last conversation with Vanessa was via Skype about 2 months ago when she wanted to discuss the questionnaire she would be using in the communities where she was working. We spent about 2 hours talking about her research and life in Rio Branco. She liked to go to the Gameleira on the bank of the Rio Acre, and walk in the park in the early evening. She also liked to stay at home. She told me about the time when while in the field, a burglar broke into her house. Fortunately, she had hidden her laptop, and was very happy upon her return to find that the thief had not found her computer. It amused her, and she relayed this story lightly, laughing a lot. Perhaps I am speaking of this side of the Vanessa I knew, because I do not want to think of the sad news that has been published throughout the newspapers of Brazil today, the day we “commemorate our Amazon Day.” We are so far from having something to celebrate.
Brasil: Ministra lamenta morte de investigadora portuguesa
É lastimável. Temos informações de que não se trata de um crime ambiental, mas, qualquer forma de violência que afecte os direitos humanos é inaceitável», afirmou a ministra à Agência Lusa.
As investigações iniciais apontam como suspeito do homicídio um homem que estava em liberdade condicional, após cumprir uma pena de dez anos de prisão por um crime semelhante.
Apesar de o crime aparentemente não se relacionar com problemas ligados à terra e ao meio ambiente, organizações ambientalistas consideraram a morte da pesquisadora como resultado da violência na região Amazónica.
«A violência na Amazónia é mais um elemento de um processo histórico de descontrolo que acontece na região. A ausência total do Estado na região faz com que haja uma sensação de impunidade», afirmou à Lusa a ambientalista Adriana de Carvalho Ramos, do Instituto Socioambiental, organização não governamental fundada em 1994.
Segundo Adriana Ramos, os trabalhadores rurais da região e a população ribeirinha ficam expostos a essa violência no dia-a-dia.
«Deveria haver uma iniciativa de pensar na Amazónia como uma questão de interesse nacional. Mas a região ainda é vista como longínqua e as iniciativas de colocar polícias e agentes públicos na Amazónia são muito pontuais e não conseguem conter a violência», acrescentou.
A pesquisadora portuguesa Vanessa Cerqueira, de 36 anos, foi morta no domingo, num pequeno riacho de um local conhecido como Toco Preto, a cerca de 50 quilómetros de Rio Branco, capital do Acre.
O corpo de Vanessa foi encontrado por polícias, na sequência de um alerta da professsora Elizandra Moura de Lima, da Universidade Federal de Acre, que ajudava a investigadora portuguesa nos seus trabalhos de pesquisa.
Segundo as investigações policiais, a investigadora terá sido violada antes de ser morta com vários golpes na cabeça.
Fonte: Diário Digital / Lusa
Assassinato de pesquisadora marca um trágico dia da Amazônia
É o segundo caso recente de assassinato de um pesquisador na Amazônia. O arqueólogo americano James Petersen foi morto em agosto do ano passado, em Iranduba, no Amazonas, durante um assalto ao qual não reagiu. Três acusados, entre eles um policial militar e um menor, foram presos.
Trabalhos como os realizados por Vanessa e James são de relevância estratégica para o desenvolvimento na Amazônia. Influenciam políticas públicas, denunciam problemas, colocam lugares e povos esquecidos no mapa, apontam caminhos. A comunidade científica com atuação nesta região está de luto e neste 5 de setembro, data inspiradora para fazer balanços de trajetórias e metas, o temor em relação ao futuro das pesquisas de campo na floresta se sobresai.
Christiane Ehringhaus, pesquisadora alemã e amiga de Vanessa, declarou em uma carta enviada ao blog da Rede Resex: "É dificil acreditar que neste Acre que todos nós trabalhamos com bastante tranquilidade durante todos estes anos possa acontecer uma coisa destas". E sobre a amiga considera: "Vanessa tinha paixão por esta vida 'tropical' e tinha um compromisso muito forte com produtores rurais na Amazônia, a conservação das florestas e a melhora da qualidade de vida - apesar dos sacrifícios pessoais e a distância que isto significava".
A antropóloga e também pesquisadora Mary Alegretti deu destaque ao acontecimento no seu blog: "Até pouco tempo atrás a Amazônia se caracterizava pela violência fundiária, mas estava livre daquela típica das grandes cidades. Agora não dá mais para ser pesquisador de campo como manda a tradição de centenas de anos das ciências sociais e naturais. Para onde vamos sem futuro?".
Sequeira estava fazendo doutorado pela Universidade de Wales Banfor, no Reino Unido. Sua pesquisa aborda a comparação de sistemas de produção extrativistas com sistemas agropecuários, para entender a realidade socio-economica dos projetos de assentamento da região. Ela tinha mais de 10 anos de experiência profissional em conservação e desenvolvimento de recursos naturais, com passagens pelo Brasil, Peru, India e Costa Rica.
Adaptado de amazonia.org.br. Ver esta e outras noticias também no blog do Altino, e Ambiente Acreano
Letter from a Friend of Vanessa
With Love,
Jacqueline Vadjunec
PhD Candidate
Graduate School of Geography
Clark University
LETTER FROM A FRIEND OF VANESSA
It is with both shock and great sadness that I received the terrible news about Vanessa’s violent death. It is hard to believe that such a thing could happen in Acre, a place where so many of us have worked in great tranquility over the years.
I have had the privilege to work with Vanessa. She was a marvelous person, full of life, with a passion and thirst for knowledge and a desire to understand the state of Amazonia and the world. I saw her struggle with her research, always forcing herself and her work to be of the highest quality and the most relevant for the people of Acre. I also saw her fight for such causes with the instincts of a lone female warrior. I am immensely saddened that such a marvelous person was abruptly taken away from this world in such a cruel and violent way. It is the incarnation of any researcher’s worst nightmare.
Since very young, Vanessa embarked on her life’s journey-- working in Northwestern Brazil, India, spending much time in Puerto Maldonado/Peru, Costa Rica, and finally Acre. Her life was a life rich in both experiences and adventures. She did this even though she was far from her family, under a tight budget (with no thought of retirement investments), and with the great difficulties that arise when trying to maintain long-distance relationships with loved ones.
I know how difficult this can be, because I myself live with the same tensions with my own family in Switzerland and the constant guilt associated with being away from them. But I know one thing: Vanessa had a passion for “tropical” life, and had a very strong commitment to the rural producers in Amazonia, the conservation of the rainforest and making the quality of life better for its inhabitants- despite the personal sacrifice and the distance that this meant.
I know that the road to a Ph.D. was also not easy for Vanessa, who always felt divided between the concrete action of an NGO and community organization, and more theoretical, academic work. Some time ago, she gave up and had a general crisis about which path to embark upon. But she came back and decided to pursue her doctorate and her research in Acre. I suspect this will be very difficult for her parents when they think about how she almost didn’t return to Acre, and how she could have opted for another life.
Abraços com grande tristeza,
Christiane Ehringhaus
Vanessa Research - Pesquisa da Vanessa
Por esta ser uma Rede de Pesquisadores dos quais varios conheciam Vanessa, eu estou dividindo com vocês um pouco de informação sobre a pesquisa dela no Acre. Vanessa me enviou sua proposta de doutorado para eu tentar comentar quando ela estava ainda definindo suas perguntas de pesquisa.
Dissertation Research Proposal
Joint CATIE/UWB PhD programme in Tropical Forest Science
Centro Agronómico Tropical de Investigación y Enseñanza (CATIE), Costa Rica
University of Wales Bangor (UWB), United Kingdom
Title:Trade-offs between livelihood security and forest conservation in the Brazilian Amazon: the case of forest-based settlements in Acre
Vanessa A. S. Sequeira
PhD candidate:
September 2004
Objectives and guiding research questions
Principal objective and question
In order to contribute to addressing the outlined development problem and to filling the identified research gap, the proposed research project’s general aim is to assess the two-way compatibility of conservation-oriented use of the forest with local livelihood strategies in forest-based settlement modalities in the Brazilian Amazon, and in this way contribute to an analysis of their socio-economic and ecological viability. The study aims to shed light on a basic question that underpins much of policy-making, research and implementation in tropical forests worldwide: At what cost to the forest and to livelihood security can people make a living in the forest? In the context of forest-settlements in the Brazilian Amazon, where residents are committed to forest-dependency through their specific regulatory framework, the hypothesis is that trade-offs are occurring between livelihood security (such as improved income level and stability, reduced vulnerability, improved food security) and forest conservation.
The research will be undertaken by focusing on case studies in the state of Acre. The study will attempt to relate the forces driving the choices of forest households in shaping their livelihood strategies and how these have an impact on the forest resources. The study will work on the premise that communities are heterogeneous, that the micro level is the starting point for analysis, and that livelihood strategies are dynamic over time.
Specific objectives and research questions
It is intended that the research be conducted through three specific objectives and their associated guiding questions:
Objective 1 (livelihood focus): The first objective of the research project is to identify how households are achieving livelihood security in the face of the perceived constraints and opportunities of a forest-based production system, and determine the extent to which the income needs of the resident population are being fulfilled by forest resources.
Research questions Obj. 1: What are the main types of livelihood strategies – and their influencing factors - of the local population, and how have they changed over time? What are the main marketed and non-marketed forest resources being extracted by local households, and what is their relative importance in terms of total income? Do local households perceive that they are able to live from forest resources?
Objective 2 (conservation focus): The second objective is to determine the impacts of livelihood activities on forest conservation, and identify the causal decision-making processes from a household level.
Research questions Obj. 2: To what extent has land use change occurred since the establishment of the forest-settlement? What are the driving forces of these impacts from the perception of the household level?
Objective 3 (livelihood-conservation trade-offs): The third objective, which intends to link the former two, is to determine the current and potential trade-offs between livelihood security and forest conservation, and identify options to maximise both livelihood security and forest conservation (“win-win” or “best-bet” outcomes).
Research questions Obj. 3: What are the positive and negative relationships between livelihood security and forest conservation (trade-offs)? What options exist to find equilibrium between livelihood security and forest conservation that maximise positive impacts?
The research project’s most tangible purpose is to draw results, and ultimately recommendations, related specifically to forest-settlement models in Amazonia, and the state of Acre is currently a “laboratory” in leading initiatives for more sustainable options for the Amazon, and therefore technically, politically and logistically appropriate for undertaking the research study. It is expected that the findings may be relevant to other models with restricted livelihood options in Latin American tropical forests, such as protected areas and buffer zones, forest reserves, and forest concessions.
Nota de um amigo peruano de Vanessa
Yo también conocí a Vanessa cuando trabajo en Madre de Dios (Peru). Recuerdo a la Nessie como una persona correcta tanto como persona como profesional, una mujer fuerte pero a su vez con una gran sensibilidad y como una buena amiga. Mas allá de lauros académicos tenía una genuino intereses por el bienestar de los que menos tienen en uno de los sitios mas recónditos del Perú. Esto puede ser atestado por las familias que tuvieron la suerte de conocerla. Esta es una noticia muy triste.
Alfredo A. Ríos
PhD Candidate
School of Natural Resources and the Environment
University of Florida
CARTA DE UMA AMIGA DE VANESSA
Tive o grande prazer de trabalhar um pouco com Vanessa. Ela era uma pessoa maravilhosa, cheia de vida, de paixão e de uma sede muito inteligente de enteder as coisas na Amazônia e no mundo. Vi ela lutar com a pesquisa, sempre se esforçando de fazer um trabalho de melhor qualidade e de relevância para as pessoas do Acre. Também vi ela lutando com os seus instintos de "guerreira solitária". Estou imensamente triste que esta pessoa maravilhosa foi arrancada desta forma cruel e violenta do nosso mundo. É a incarnação do pior pesadelo de qualquer pesquisadora.
Desde muito jovem ela embarcou nesta vida, fazendo trabalhos no Brasil (Nordeste), na Índia, trabalhando durante anos em Puerto Maldonado/Peru, na Costa Rica, e, finalmente, no Acre. Um vida muito rica de experiências e aventuras. No entanto, bem distante da familia, com orçamentos apertados (nada de investimentos na aposentadoria), com grandes dificuldades de manter relações afetivas a longas distancias.
Sei muito bem o que é isso, porque vivo com as mesmas tensões com a minha própria família na Suiça e a constante má conciência associada. Mas sei de uma coisa: Vanessa tinha paixão por esta vida "tropical" e tinha um compromisso muito forte com produtores rurais na Amazônia, a conservação das florestas e a melhora da qualidade de vida - apesar dos sacrifícios pessoais e a distância que isto significava.
Que eu saiba o caminho do doutorado também não foi nada fácil para Vanessa que sempre se sentiu dividida entre ação concreta de uma ONG e a organização de base, e o trabalho mais teórico acadêmico. Um tempo atrás ela desistiu e teve uma crise geral sobre qual caminho embarcar. Mas ela voltou e decidiu de encarar o doutorado e o Acre. Receio que isto vai ser muito dificil para os pais, de pensar que ela "quase" não voltou para o Acre e optou por uma outra vida.
Abraços com grande tristeza,
Christiane Ehringhaus
Pesquisadora Alemã que fez seus estudos de mestrado e doutorado no Acre e participante da Rede de Pesquisadores em Reservas Extrativistas. Atualmente reside em Belém trabalhando com o CIFOR e coordena projetos na Amazônia, inclusive no Acre.
VANESSA: UM (O) DIA NA (DA) AMAZÔNIA
Nossas várias conversas por email, ainda antes dela ir para o Acre, eram principalmente relacionadas ao local em que iria desenvolver sua pesquisa no Acre. Vanessa estava querendo, inicialmente, desenvolver sua pesquisa na Reserva Extrativista Chico Mendes e em um projeto de colonização na região de Brasiléia, comparando estes dois modelos de uso da terra. Ao chegar no Acre, já para sua pesquisa de campo, resolveu explorar outras áreas e decidiu por trabalhar no município de Sena Madureira por ser uma das áreas no Acre ainda com pouca pesquisa disponível sobre desenvolvimento extrativista. Era a primeira pesquisadora a desenvolver pesquisa no Projeto de Assentamento Riozinho.
Minha última conversar com Vanessa foi via Skype e aconteceu há uns dois meses quando ela queria discutir comigo o questionário que estaria aplicando nas comunidades. Passamos umas duas horas conversando sobre pesquisa e a vida dela em Rio Branco. Gostava de ir para a Gameleira na beira do Rio Acre e de caminhar no Parque da Maternidade nos finais de tarde. Gostava muito também de ficar em casa. Me contou que uma vez quando estava fazendo trabalho de campo, um assaltante entrou na sua casa. Ela guardava seu Laptop em um “esconderijo” e ficou muito contente ao retornar e ver que o ladrão não conseguiu achá-lo. Era divertida e me contou estes fatos rindo bastante. Talvez esteja falando deste lado da Vanessa que eu conheci porque não quero pensar nas matérias que estarão publicadas nos jornais do Brasil nesta manhã que se “comemora o dia da Amazonia”.
Carta de um amigo de Vanessa
Abaixo uma carta do amigo Cazuza que esta aqui na Flórida agora e é meu vizinho. Vanessa era uma grande amiga dele. Eu tive a dolorosa tarefa de falar para ele o acontecido quando ele estava na mesa para almoçar com outros colegas.
Incapacidade, impotência, tristeza, muita tristeza. E este misto de sentimentos que passaram a tomar conta de mim desde esta segunda-feira a tarde, quando fui golpeado com a notícia da barbarie sofrida pela minha amiga Vanessa Sequeira.
Vanessa, uma jovem pesquisadora potuguesa de 36 anos, foi brutalmente assassinada enquanto cumpria mais uma etapa de sua importante pesquisa necessaria a defesa da amazônia e sua gente.
Conhecia-a em meados de fevereiro deste ano e desde então uma crescente amizade e afeto foi sendo cultivada entre nós, que nem a distância física em que nos encontravamos a dois meses foi suficientemente grande para atrapalhar. Pareciamos ligados a muitos anos.
O que me aproximava dela era seu imenso valor humano, que me parece estar perdendo terreno em nossa sociedade para a brutalidade, para a falta de sentido da vida, ou mesmo para um sentido banal dela.
Vanessa era uma daquelas pessoas com sentidos de amor ao próximo, de solidariedade, de preocupação social que deveria estar norteando o comportamento de todos nós, neste novo milênio.
Enquanto pesquisadora sua principal preocupação era a formação de capital social, durante seu trabalho. Sempre encorajou estudantes e recem formados a participarem de sua pesquisa, mesmo sendo capaz de desenvolvê-la sozinha. Sempre procurou proporcionar as famílias nas comunidades que visitava conhecimentos que fossem capazes de ajudá-las, mesmo após a conclusão de sua pesquisa. Sempre trabalhou de forma transparente, envolvendo a comunidade e superando os mais diversos obstáculos que teriam feito muitos desistirem do trabalho.
Fico me perguntando por que alguém coberta de valores como estes, com tanta motivação e enegia, para defender causas justas como a da Amazônia e sua gente tem sua vida drasticamente interrompida por um crime tào brutal. Até quando ouviremos barbáries como esta?
Não sei se algum dia teremos respostas para acontecimentos como este, mas estou certo que não serào atos como estes que perpetuarão em mim os sentimentos que descrevi no inicios destas linhas.
Tenho plena fé e convicção que eu e muitos outros, que nos indignamos com a falta de bons valores neste milênio, iremos continuar lutando para que não sejamos mais surpreendidos com notícias como esta.
A você, leitor, desejo que não perca sua capacidade de indignação e reação com as injustiças da vida. A Vanessa, sua familia, amigos e amigas desejo muita luz e que alcancem a paz necessária neste momento. Isto é o que consigo externar diante de tamanha tristeza.
Cazuza (Eduardo Amaral Borges)
Pesquisador e Extensionista do PESACRE
Fotos da Vanessa

Colegas da Rede,
Meu amigo e vizinho Cazuza aqui em Gainesville (Flórida) que chegou do Acre há dois meses para estudar Inglês e que era também um grande amigo de Vanessa estava com estas fotos no seu email que Vanessa havia enviado para ele recentemente. Estas fotos foram tiradas durante seu trabalho de campo no Projeto de Assentamento Riozinho em Sena Madureira no final de junho. Ver também o blog do Altino e da Mary Allegretti.
segunda-feira, setembro 04, 2006
Tragédia com Colega Pesquisadora da Rede
Hoje, dia do trabalho nos Estados Unidos, eu estava reunido com dois colegas ajudando na finalização da documentação de um projeto de pesquisa para a USAID, com data de entrega para amanhã - uma iniciativa de um consórcio já aprovada que integra vários pesquisadores americanos aqui na Universidade da Flórida com pesquisadores e instituições da região fronteiriça denominada MAP (Madre de Dios-Peru; Acre-Brasil e Pando-Bolivia). Um esforço conjunto de várias instituições e pesquisadores que acreditam e lutam pela cooperação técnico-cientifica na região. `As 13:00, ao checar meu email, recebi a notícia sobre o assassinato de Vanessa Sequeira, uma amiga pesquisadora, que como muitos acreditava na colaboração técnico-científica transnacional e por tal estava desenvolvendo sua pesquisa de doutorado no Acre. Conheci Vanessa há alguns anos e fui uma das pessoas que a incentivou a desenvolver seu projeto de pesquisa no Acre, quando ela ainda estava trabalhando na sua proposta de pesquisa. Quando visitou o Acre pela primeira vez em 2003, tivemos um jantar, eu, ela e o colega Ronaldo Weigand. Vanessa estava muito entusiasmada com a decisão que estava tomando: iria retornar para a Inglaterra e Costa Rica para defender seus exames de qualificação e depois residiria no Acre por um ano e meio. Assim ela fez, e estava residindo em Rio Branco há oito meses. Mas a fatalidade e os absurdos interroperam seu caminho brutalmente. As coisas parecem não fazer mais sentido, alguém com tanto a oferecer ser vítima de uma violência brutal enquanto estava fazendo seu trabalho de campo. Para mais informações clique em Noticias da Hora e blog do Altino. Uma amiga alemã com muitos anos de experiência de trabalho de campo na Amazônia sempre me fala: a vida na Amazônia é muito barata, mas sempre refutei esta visão talvez por ter sido criado no meio rural da região onde a violência ainda é muito constante. Nao sei mais se ainda discordarei dela ao ver isto acontecendo com uma amiga. Vanessa fazia parte de uma iniciativa de pesquisadores que trabalham com comunidades extrativistas na Amazônia (clique aqui) e sua pesquisa, experiência e entusiasmo tinham muito a contribuir. Não há muito o que dizer neste momento. Talvez respostas ao meu email para colegas Americanos que já desenvolveram suas pesquisas de mestrado e doutorado no Acre e que também conheciam a Vanessa possam expressar um pouco mais a angústia que está abalando a todos nós que a conhecíamos.
This is very hard to understand. Vanessa had so much to offer the world, to be torn from it so violently just doesn't make any sense. Thinking about you all, especially those in Acre, Maria Dgiano
I really am at a loss for words....Perhaps we can raise some money for the family or something. I myself feel the need to do something-- any ideas? My love to all, Jackie, Estudante de doutorado da Universidade do Clark
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This is a real tragedy. I don't know what to say - I really only have questions like Why? No family should outlive their children. Any suggestions of what would be most appropriate from those in Amazonia or those who knew Vanessa best? Christie, Estudante de doutorado, Universidade da Florida
I'm really saddened to hear this news. Vanessa was such a great person. This doesn't make any sense how this could happen to a person like her. Jeff Luzar Estudante de doutorado, Universidade da Florida
Hey valerio, I just got your message about Vanessa....i cannot understand how something like this happened to such a wonderful person. please let us know if there is anything we can do and please give cazuza our condolences, Cara Rockwell - estudante de doutorado, Universidade da Florida.
Hi all, Very very sad...I knew Vanessa only by email, but her interest on Amazon
related issues was clear. Que Deus a tenha em um lugar melhor
Thomas Ludewigs, estudante de doutorado na Universidade de Indiana
Valerio, I am stunned to hear of the death of Vanessa. My thoughts and prayers are
with all of her friends and family and the communities that she touched in her work and life. David Salisbury, University of Texas-Austin
Recebo com muita tristeza o que aconteceu com Vanessa. Concordo com o que Christiane e Ernesto escrevem a respeito dela. Nao tive muito tempo de conhece-la, mas os poucos momentos em que a gente conversou, na tentativa de estabelecer um trabalho conjunto, foi o suficiente para estabelecer amizade e me pareceu uma mulher muito persistente nos seus ideais e suas meta, ao mesmo tempo de ser alguem muito simples. Este ano foi muito dificil para ela, assim como a Chris comenta.
Nunca eu poderia imaginar que algo assim iria acontecer com alguem que eu conheço.
Meus pesames aos familiares e amigos mais proximos dela,
Com profunda tristeza, Monica De Los Rios – Universidade Federal do Acre
quinta-feira, agosto 10, 2006
Começa debate sobre criação de reserva extrativista em Tracuateua
O presidente da Associação dos Usuários da Resex Marinha de Tracauteua (Auremat), José Elias da Silva, coordenou os debates junto com o biólogo Valdemar Vergara, do CPNT/Ibama, responsável pela implementação de Resex no litoral do Pará, e com a analista ambiental Maria Liberalina Fontes, do CNPT/Ibama, que durante um ano realizou ações de cidadania e articulação da Resex junto à base comunitária dos pescadores e agricultores nas áreas de mangue de Tracuateua.
Diante de mais de cem pessoas presentes ao evento, José Elias da Silva disse que a luta para criação da Resex foi árdua, mas valeu a pena, até mesmo com sacrifício familiar, a caminhada em busca da preservação dos recursos naturais e da melhoria da qualidade de vida da população que vive em áreas de mangue daquela região.
O pescador disse que está prevista a construção de 300 habitações para as famílias cadastradas na Resex e crédito a 400 famílias provenientes do Programa Nacional de Agricultura e Pesca Familiar (Pronaf) e do Programa Nacional de Reforma Agrária (PNRA). Até o final do ano, deverá ser construída a Casa do Pescador, com apoio do Ministério do Meio Ambiente (MMA).
Técnicos do Ibama já estão providenciando os levantamentos para subsidiar projetos a serem encaminhados ao Ministério do Meio Ambiente. A partir desses projetos o ministério começará a apontar as necessidades das populações envolvidas encaminhando as propostas para os organismos correspondentes. A Casa do Pescador deverá ser a primeira financiada.
Fonte: http://www.oliberal.com.br/index.htm, 10/08/2006
segunda-feira, julho 31, 2006
quinta-feira, julho 27, 2006
Ministra abre seminário sobre RESEXs
26/07/2006
A ministra do Meio Ambiente Marina Silva abriu, nesta quarta-feira (26), em Brasília, o seminário Reservas Extrativistas (Resex) - Balanço e Perspectivas, promovido pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). O encontro será realizado até o dia 28, no hotel Naoum Plaza, e tem como objetivos a divulgação dos resultados do projeto para as Resex e populações beneficiadas, além da divulgação dos avanços e conquistas das políticas públicas e da gestão ambiental. Também serão discutidas as perspectivas e propostas para o futuro do projeto das Resex.
Marina Silva destacou que o governo federal investe, por ano, cerca de R$ 70 milhões em projetos nas reservas extrativistas. Para ela, a criação das Resex é um marco na melhoria de vida das comunidades tradicionais como a das quebradeiras de coco e de babaçu no Maranhão e dos coletores de açaí e palmito na Ilha de Marajó. "O aprendizado das populações tradicionais para o Brasil é muito grande, a contribuição foi muito grande. Eu nasci e me criei nesses seringais, sei como era e sei como está agora. Ainda com muitos problemas, mas bem diferente do que era antigamente", avalia.
A ministra lembrou ainda a importância das Resex para a manutenção e preservação da biodiversidade nessas regiões. "É importante que as políticas públicas sejam um marco de cidadania, de autonomia dessas populações. Autonomia como tem o funcionário público, como tem qualquer cidadão brasileiro de ter direito à saúde, educação e moradia", afirmou Marina.
O Projeto Resex teve início em 1996 para testar um modelo de gerenciamento econômico, social e ambiental. Ele foi implementado nas Resex Chico Mendes e Alto Juruá, no Acre, Rio Ouro Preto, em Rondônia, e Rio Cajari, no Amapá. Com o êxito alcançado na melhoria da qualidade de vida das comunidades tradicionais, o projeto foi expandido para as demais reservas.
Atualmente, existem 48 Resex no Brasil, além de uma Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS). Segundo o Ibama, cerca de 45 mil famílias vivem nas 49 reservas. Ao todo, essas duas categorias de Unidades de Conservação (UCs) ocupam 10 milhões de hectares o que equivale a, aproximadamente, 1,5% do território nacional, ou cinco vezes o tamanho do estado de Sergipe. De acordo com o diretor de Desenvolvimento Socioambiental do Ibama, Paulo Oliveira, noventa e seis pedidos de criação de novas Reservas Extrativistas (Resexs) estão em análise no órgão ambiental.
Fonte: http://www.mma.gov.br/
quarta-feira, julho 26, 2006
SITE DA RESEX CAZUMBÁ-IRACEMA
Está no ar o site da Reserva Extrativista do Cazumbá-Iracema no Acre. Sem dúvidas uma excelente iniciativa que deve ser seguida por outras Reservas Extrativistas na Amazônia. Visualmente bem concebido, o site além de disponibilizar informações gerais sobre a Reserva (organizadas por categoria), apresenta também notícias, um banco de imagens e arquivos para download, incluindo textos, painéis de divulgação e mapas bastante interessantes da área. Visto a nossa experiência na Rede da dificuldade de encontrar resultados de pesquisas sobre Reservas, acredido que criar uma categoria chamada “Pesquisas na Reserva”, onde possa-se disponibilizar estudos que já foram e/ou estão sendo realizados, será também de muita utilidade aos interessados em estudos sobre Reservas Extrativistas. Parabéns aos responsáveis e idealizadores do site!!
Para conferir, clique aqui.
SEMINÁRIO DO PROJETO RESEX
Realização: MMA/IBAMA/DISAM/CNPT
Período: 26 a 28/07/2006
Local: Hotel Naoum – Setor Hoteleiro Sul (Qd. 05; Bloco H; Asa Sul) Brasília-DF
Objetivos:
Divulgação dos resultados diretos do Projeto para as RESEXs e populações beneficiadas (transferência de capital, aumento de renda e de qualidade de vida, conservação dos recursos naturais, solução dos conflitos sociais e ambientais mais graves, criação ou consolidação de capital social, existência de projetos e produtos a serem divulgados);
Divulgação dos avanços e das conquistas no âmbito mais “macro”, das políticas públicas e da gestão ambiental (aumento do número de RESEXs, instrumentos e políticas elaborados, constituição da DISAM, reconhecimento do papel das populações tradicionais, introdução de mecanismos de participação social no SNUC, etc);
Divulgação das perspectivas e propostas de futuro para a DISAM e para as RESEXs (propostas de médio e longo prazo);
Envolvimento de novos parceiros ou financiadores potenciais.
Intercâmbio entre os participantes;
Público:
Responsáveis pelo projeto RESEX no IBAMA;
Responsáveis do MMA envolvidos no tema;
Responsáveis dos órgãos financiadores (UE, BIRD, PNUD);
ONGs e entidades nacionais envolvidas no tema: CNS, GTA, ABONG, etc...
Lideranças das famílias das RESEXs;
Outros órgãos que estão ou estarão envolvidos no futuro das RESEXs.
PROGRAMAÇÃO
Dia: 26/07 (quarta-feira)
09:00 - Início do evento, inscrições
10:00 - Abertura oficial
Ministra do Meio Ambiente: Marina Silva;
Presidente do IBAMA: Marcos Barros;
Demais autoridades presentes.
12:00 - Almoço
MESAS REDONDAS: 10 ANOS DE CAMINHADAS E CONQUISTAS
(RESULTADOS DO PROJETO NAS RESEX)
14:00 - RESEX, conflitos sociais e ambientais: relatos de uma História – Júlio Barbosa (CNS)
15:00
Construindo o capital social – As associações e organizações comunitárias conquistando melhorias para os moradores – Sr. Custódio (RESEX Rio Ouro Preto – RO) e Sr. David (RESEX Cajarí – AP).
16:00 - Intervalo
16:20 - Desenvolvimento e inserção econômica – Avanços e perspectivas em termos de capitalização e aumento de renda – Sr. Orleir Fortunato (RESEX Alto Juruá/AC) e Sr. José Antonio (RESEX Chico Mendes/AC).
17:20 - Qualidade de Vida nas RESEX – Avanços e Perspectivas – Sr. José Araújo (Resex Chico Mendes/AC) e Sr. Calixto, (Resex Rio Cajarí/AP).
18:20 - Encerramento do 1º dia
Dia: 27/07 (quinta-feira)
09:00 - RESEX e Conservação dos Recursos Naturais – Resultados e Perspectivas – Sr. Renato Ferreira (Resex Chico Mendes) e Sr. Fernando Regis (DISAM).
PALESTRAS: AS RESEX NO CENÁRIO NACIONAL E INTERNACIONAL
10:00 - RESEX, Participação Social e Democracia: História e Perspectivas – Márcio Santilli (ISA)
11:00 - Intervalo
11:20 - A Importância das RESEX no SNUC – Paulo Henrique Borges de Oliveira Júnior (Diretor da DISAM)
12:20 - Intervalo para almoço
14:30 - As RESEX no Cenário Mundial – Judith Lisansky (Banco Mundial)
APRESENTAÇÕES: O PROJETO E A CONSTRUÇÃO DOS INSTRUMENTOS DE GESTÃO DAS RESEX
15:30 - Planos de Manejo – Mauro Curtis (DISAM).
16:20 - Conselhos Deliberativos – Karina Dino – (DISAM).
17:10 - Intervalo
17:30 - O Sistema de Monitoramento para o Projeto RESEX. Sr. Marcel Viergever.
18:20 - Encerramento do 2º dia
Dia: 28/07 (sexta-feira)
9:00 - Projetos produtivos – Paulo Henrique Borges de Oliveira Júnior (Diretor da DISAM)
PALESTRA DE ENCERRAMENTO E DEBATE FINAL
10:00 - RESEX: Remoldando as instituições (as RESEXs no IBAMA, do CNPT à DISAM) Presidente do IBAMA – Dr.Marcus Luiz Barroso Barros.
11:00 - Debate final: perspectivas, sugestões.
13:00 - Encerramento do evento.
domingo, julho 09, 2006
AVISO DE CONSULTAS PÚBLICAS
As propostas a serem apresentadas e discutidas na consulta pública abrangem áreas dos seguintes municípios:
1. RESERVA EXTRATIVISTA DE ITUXI. Município de Lábrea (AM).
2. RESERVA EXTRATIVISTA DO MÉDIO PURUS. Município de Lábrea e Pauini(AM). 3. RESERVA de DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL ESTADUAL do IGAPÓ-ACU. Municípios de Beruri e Manicoré (AM).
4. AMPLIAÇÃO DA FLORESTA NACIONAL DE BALATA-TUFARI OU CRIAÇÃO DE RESERVA EXTRATIVISTA. Municípios de Canutama, Lábrea e Tapauá (AM).
5. FLORESTA NACIONAL DE TAPAUÁ. Municípios de Canutama e Tapauá (AM).
6. FLORESTA NACIONAL/ESTADUAL DE BERURI Municípios de Autazes, Beuri, Borba, Careiro, Manacapuru, Manaquiri, Manicoré e Tapauá (AM).
7. FLORESTA NACIONAL DE IQUIRI. Município de Lábrea (AM).
8. PARQUE NACIONAL DE UMARI. Municípios de Canutama, Humaitá e Lábrea (AM).
9. PARQUE NACIONAL DO COARI. Município de Lábrea (AM).
10. PARQUE NACIONAL DO JARI. Municípios de Beruri, Manicoré, Tapauá (AM).
As Consultas Públicas serão realizadas entre os dias 19 e 28 de julho de 2006, nos horários e locais abaixo especificados:
1. Dia 19 de julho de 2006, quarta-feira, Horário de início: 9:00 horas Local: Ginásio Raimundo Neres End: Travessa João Paulo II Centro. Município de Tapauá AM
2. Dia 20 de julho de 2006, quinta-feira, Horário de início: 13:00 horas Local: Escola Estadual Eduardo Ribeiro End: Rua Floriano Peixoto, s/n° Centro. Município de Canutama AM
3. Dia 22 de julho de 2006, sábado Horário de início: 9:00 horas Local: Escola Estadual Tomé de Medeiros Raposo End: Rua 22 de Outubro, s/n° Bairro Barra Limpa Município de Lábrea AM
4. Dia 24 de julho de 2006, segunda-feira Horário de início: 9:00 horas Local: Escola Estadual Plínio Ramos Coelho End: Avenida Brasil, n° 1320 Bairro São José Município de Humaitá AM
5. Dia 26 de julho de 2006, quarta-feira Horário de início: 9:00 horas Local: Auditório da Reitoria da Universidade Estadual do Amazonas (UEA) End: Avenida Djalma Batista, n° 3578 Bairro de Flores Município de Manaus AM
6. Dia 28 de julho de 2006, sexta-feira Horário de início: 9:00 horas Local: Escola Estadual Euclides Correa Vieira End: Rua Ajuricaba, s/n°, Bairro São Francisco Município de Beruri AM
Mais informações podem ser obtidas por meio do telefone (61)4009- 1248.
PAULO KAGEYAMA
Secretário de Biodiversidade e Florestas Substituto
Ministério do Meio Ambiente
sexta-feira, julho 07, 2006
GT RESEX DE RONDÔNIA
A partir da década de 90 foram criadas as primeiras Reservas Extrativistas em Rondônia. Atualmente, existem no estado 21 Reservas Extrativistas Estaduais e três Federais. A área total do Estado abrangida pelas RESEX é de aproximadamente 1,5 milhões de hectares. As Reservas possuem área total muito variável sendo a menor Unidade a RESEX Seringueira com 537,46 hectares e a maior a RESEX Rio Pacaás Novos com 342.406 hectares.
Ocorre que, todas estas unidades foram criadas num ambiente de extrema fragilidade e instabilidade legais, traduzidas na insuficiente clareza dos papeis dos diversos atores envolvidos, agravadas pelo fato de que em nenhum momento houve por parte dos governos (federal e estadual) qualquer iniciativa no sentido de criar um arcabouço legal e institucional para a efetiva implementação destas Reservas Extrativistas. Assim, passadas quase duas décadas, nenhuma destas unidades tem hoje condições de cumprir o objetivo que motivou a criação: criar condições para a preservação da cultura das populações tradicionais e da floresta de forma sustentável.
Durante o ano de 1994, o WWF-Brasil e Organização dos Seringueiros de Rondônia realizaram em conjunto com diversas Associações de extrativistas um diagnóstico sobre a situação das Reservas Extrativistas de Rondônia. Através deste estudo foram constatados diversos problemas relacionados à gestão destas unidades de conservação. Dentre estes podemos citar: implementação de plano de manejo florestal madeireiro em escala empresarial; baixo nível de participação comunitária na co-gestão da unidade; exploração de recursos naturais em florestas públicas em desacordo com a regulamentação ambiental; e indiferença dos órgãos ambientais estaduais e federais diante destes problemas.
Posteriormente a este estudo foi criado o Grupo de Trabalho para apoio à SEDAM e OSR na implementação da gestão das RESEX estaduais. Oficialmente o GT-RESEX foi criado através da PORTARIA SEDAM Nº. 133/05 de 06 de setembro de 2005 contando com a participação das instituições governamentais e não governamentais interessadas na viabilização das RESEX.
O GT-RESEX durante a sua primeira reunião – abril de 2005 - listou as principais demandas apontadas pelas Associações e órgãos ambientais para viabilização do processo de gestão das RESEX. Na ocasião foi elaborado um plano de trabalho interinstitucional com o objetivo de apoiar a implementação das propostas apresentadas.
Apesar do esforço de alguns componentes do GT em mobilizar os diversos atores para a execução deste plano de trabalho, houve apenas avanços pontuais, que, todavia, não foram suficientes para alterar o quadro de forma significativa. Assim, os problemas permanecem praticamente os mesmos, com destaque para os seguintes: (1) a maioria das comunidades vive uma situação de risco social e insegurança alimentar, (2) a integridade territorial das RESEX é ameaçada pelas constantes invasões, (3) o patrimônio natural alvo de conservação também é constantemente ameaçado pela exploração predatória e (4) absoluta incerteza quanto aos resultados dos investimentos realizados pelas comunidades e iniciativa privada no sentido de regularizar o funcionamento das RESEX diante da ausência do estado.
Na esperança de reverter a quase paralisia em que se encontra o andamento das ações propostas pelo GT-RESEX, foi realizado entre os dias 28 e 29 de junho em Porto Velho o Seminário para discussão do manejo florestal madeireiro nas RESEX de Rondônia. Após dois dias de debates acerca dos problemas das Reservas Extrativistas do estado de Rondônia, ficaram deliberados pelas instituições que assinam esta carta os seguintes encaminhamentos:
Quanto à elaboração e adequação dos Planos de Manejo das RESEX (instrumento de gestão):
- É imprescindível que seja estabelecido algum mecanismo (TACs, Planos de Utilização, etc) para autorização da exploração dos Planos de Manejo Florestal já protocolados e sem pendência junto a SEDAM e IBAMA;
- Que o IBAMA reconheça os Planos de Manejo das RESEX, aprovados pelos seus Conselhos Deliberativos, e elaborados com base no Termo de Referência definido pela SEDAM, antes da expedição do Decreto 11.196 que cria o novo roteiro metodológico. Ou que seja estabelecido um prazo para a adequação desses Planos ao novo Roteiro Metodológico;
- A colaboração do Ministério do Meio Ambiente na facilitação das ações necessárias a este fim.
Fiscalização e manutenção da integridade física das RESEX:
- É imprescindível que seja instalado imediatamente um posto da polícia florestal na região de Machadinho do Oeste;
- Faz-se necessária a instauração de uma força tarefa entre estado e União para o período de verão (de julho a outubro) em que ocorrem as maiores ameaças;
- Sugere-se que seja convocada uma parceria com o Exército, para a fiscalização das Unidades de Conservação do estado, principalmente a RESEX Jaci Paraná;
- Sugere-se o estabelecimento de parcerias com as Associações locais para a vigilância das RESEX;
- Sugere-se a criação de um cadastro de todos os caminhões “toreiros” em uso, com identificação do veículo visível de acordo com o número do cadastro.
Sobre o fortalecimento da capacidade operacional da SEDAM:
- É imprescindível que a SEDAM se estruture com recursos humanos e financeiros para a viabilização das ações nas RESEX;
- Sugere-se que a SEDAM aloque recursos financeiros provenientes do Fundo Estadual de Proteção Ambiental para aplicá-los nas RESEX;
- Que a SEDAM elabore um projeto técnico para acessar os recursos financeiros através dos processos de conversão de multas aplicadas pelo IBAMA para o financiamento dos planos de manejo;
- Que a SEDAM promova a realização de um concurso público para fortalecimento do quadro de pessoal;
Que o MMA destine recursos e disponibilize corpo técnico durante o período de transição da SEDAM para que esta se adeqüe as condições estabelecidas pelo Termo de Cooperação Técnica para Gestão Florestal Compartilhada.
Sobre a inexistência de estrutura judiciária adequada aos problemas ambientais no estado de Rondônia:
Sobre as relações entre comunidades e empresas:
Sobre as relações contratuais entre as comunidades e parceiros:
- É conveniente a elaboração de modelos de contratos que busquem garantir os direitos das comunidades e evitem que sejam considerados como atos jurídicos imperfeitos no futuro;
- Promover a revisão dos contratos existentes, em comum acordo entre as partes, no sentido de se melhor esclarecer pontos de dúvidas, tais como: cláusulas conflitantes, clareza quanto ao preço de venda, cálculo do volume de madeira, divisão de custos entre as partes, localização da área de manejo objeto do contrato, prazos, entre outros.
- Sugere-se a verificação da validade jurídica de contratos comerciais firmados por associações.
Sobre a inexistência de assistência técnica voltada para o manejo florestal comunitário:
É imprescindível que:
- A SEDAM disponibilize técnicos florestais para a elaboração e acompanhamento na execução dos planos de manejo florestal existentes nas Reservas Extrativistas, além da capacitação dos comunitários em manejo florestal;
- A EMATER ofereça um programa participativo de assistência técnica bem como disponibilize um técnico com experiência nos seguintes temas: sistemas agro-florestais, agricultura familiar, manejo de pequenos animais silvestres, piscicultura e apicultura;
- A EMBRAPA desenvolva pesquisa e transferência de tecnologias voltadas à viabilidade das atividades produtivas desenvolvidas nas RESEX;
- O CENAFLOR ofereça capacitação e treinamentos em técnicas de exploração de baixo impacto;
- O SEBRAE ofereça capacitação em gestão de empreendimentos e apoio ao fortalecimento de cadeias produtivas dos produtos comunitários;
- O CETENE ofereça capacitação em técnicas de produção de biojóias e outros artesanatos produzidos a partir do uso de sementes florestais;
- A SEDUC desenvolva programa de alfabetização;
- As Universidades locais estabeleçam convênios e celebrem termos de cooperação técnica.
Porto Velho, 29 de junho de 2006
Instituições presentes no Seminário
OSR
GTA
CNS
ASM
ASSOC. BENTEVI
ASSOC. PRIMAVERA
ASSC. AGUAPE
ASMOREX
ASMOREMA
ASVA
AMOPREX-AC
ASSOC. JUSSARA- PA
COOSERON
COOPERFLORESTA
ECOPORE
RIO-TERRA
CTA-AC
IUCN
FSC-BRASIL
WWF-BRASIL
FARO
UNIVERSITY OF EAST ANGLIA – INGLATERRA
EMBRAPA-RO
MPE-RO
SEDAM-MDO
SEDAM-NUDEF
IBAMA-NVC
IBAMA-RO
IBAMA-CNPT
IBAMA- FLONA JAMARI
BPA
SEBRAE-RO
FIERO
MARCOL IND. COMERCIO LTDA
MADEIREIRA BOTELHO LTDA
MADEIREIRA POPINHAK LTDA
ACASCJ
SEAPES
PRIMEFOREST
CEDRO PROJETOS
TECNOAMAZON





